Criando seu Blog. Capítulo I: Como ajeitar o layout

 


        Tudo na vida dá muito trabalho, e se você se importa que o trabalho fique bem feito, dá mais trabalho ainda. Então é preciso escolher o que você quer fazer com excelência (vamos dizer assim por enquanto), porque é mentira que dá pra fazer tudo muito bem ou mesmo razoavelmente. Você vai ter que ser ruim em alguma coisa. Aliás, é exatamente isso que você deve escolher: aquilo em que você vai ser ruim. Porque é infalível que se você ignora algo, a consequência é ser sofrível no assunto. Por exemplo, se você é impulsivo, sente ânsia de bater nos outros toda vez que sua vontade é contrariada, não cuida disso e bate nos outros até quando sua vontade não é contrariada, você vai continuar sendo impulsivo. O que nos leva a uma das razões principais de existirem leis: o direito de as pessoas escolherem em que coisas vão ser ruins.

        Escolher no que se vai ser ruim é uma escolha que tende a ter resultado satisfatório. O truque é, escolhida a área de desinteresse, dedicar-se a ignorar essa área, resistindo de toda jeito a qualquer tentativa de pedagogia por parte de amigos e parentes mais preocupados, seja argumentando que “se conselho fosse bom a gente vendia”, que “Oscar Niemayer era fumante e viveu mais de 100 anos” ou amassando o panfleto de uma associação que ofereça atendimento psicológico gratuito.

        Escolher no que vai ser bom é outra história. Depende da escolha inicial, de sorte, dos meios necessários, da habilidade necessária; de não possuir a habilidade, mas inventar um jeito novo de fazer  que se prove ser uma nova habilidade. Ou seja, não é nada simples. Pra essa última situação, eu fico pensando nas fitas caseiras que o Daniel Johnston gravou nos anos 80, no filme ‘The Room’ e no Eric Clapton. O que me faz pensar em propaganda. 

        A propaganda funciona como uma opinião, que tende a influenciar o pensamento de quem observa a opinião, geralmente desatento e com cara de besta. No entanto, a opinião sem graça, ou de alguém sem renome, embora útil em conjunto com outras, sozinha não tem muita eficácia. Como explicou Edir Macedo, “se você mostrar aquele jeito xoxo... ” ninguém vai acreditar que Deus vai te dar uma casa, nem que comprar uma poltrona nova vai te levar a novos lugares, como demonstrou a Tokstock em um comercial, e Karl Marx ao longo d´O Capital.

       Então é possível concluir que opinião deve ser dita com convicção e segurança, até dar a impressão de que tem música tocando enquanto você fala. Percebendo tudo isso foi que os EUA inventaram a propaganda, o cinema e o coaching, e que o Brasil inventou o Espiritismo Kardecista, que tem sua fé baseada no Livro dos Espíritos, em que espíritos, embora anônimos e sem muito estilo, por estarem em grande número alcançam o quórum necessário para validar a obra escrita por Allan Kardec.

    - Quem inventou o cinema e o Espiritismo foi a França!

   Bem, não é isso que está documentado nos filmes americanos e no Evangelho Segundo O Espiritismo, segundo Chico Xavier.

Resumo do capítulo: a propaganda é a opinião com a música editada.

 

 

 

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